Ao Mestre [Dedico esta ao meu guia e mentor na literatura, por me permitir atingir a apoteose decadente, a catábase etérea e a suavidade lúdica, filhas da poesia, minha arte máxima.] Nas terras onde o céu cai e as nuvens viram naus E as ondas batem palmas com fervor na alma, Pasárgada e Lesbos juntam-se em bela valsa E a sublime brisa espanta os agouros maus; As bruxas e as ninfas flertam-se com paixão No vasto festim do sabá cronopiano Em que a sua sinestesia dedilha o âmago Sob a bruma do incenso de livro ancião; Nos montes formados pelos 14 versos A cabra sagaz tanto trota assim de lado Para explorar veredas sem algum centavo Na busca do coroa com viços diversos, Senhor dos devaneios, pária antena vate: Nilton Colombo, bardo da morte de padre!