Síntese da flor manchada de sangue II

Síntese da flor manchada de sangue II

Maldito seja o céu azul,
que não me deixa voar,
algo que nunca poderia ter
algo que só consigo sofrer.

As nuvens que de mim caçoam,
restrição que mata a vontade,
maldição que sufoca à vontade,
e que tudo acima de mim desabe.

Que corroa o éter do mundo,
e que deixe cego a minha visão,
a sonhadora que si própria engana
e que já não tem mais as nossas façanhas.

A voz que me deixa destruída
e que apaga a alma construída,
capricho da obsessão
furou a palma da minha mão.

O peso do nada nos meus ombros
não se conecta aos escombros,
angústias grudadas nos meus seios.

Do vazio eu vim
e pelo visto terei que com ele ficar
o maldito receio
de saber que o Vazio por si só já é cheio.

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