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Mostrando postagens de abril, 2024

Trova da coragem

Trova da coragem Minha Paixão domesticaste Behemoth O mundo inteiro caiu na minha mão Minha rainha, além de acanhada, sou forte Eu sei voar, não preciso ficar no chão Mesmo assim, sou uma dama delicada Mulher, espero que isso não te assuste Nos meus seios fique aconchegada É uma prova do meu amor, não um embuste O azul que nos atraiu O vácuo me transparece, mostra que não sou pura O vermelho que nos afastou E a cor mais apaixonante, a violeta mais púrpura Causaste um infindo paradoxo Indefinido pelo infinito dos teus olhos

Dionísio, Apolo

Dionísio, Apolo Sol fazia Vinho tinto Garrafa vazia Amor eu não sinto Dom de Apolo permite Eu prever o futuro Talvez isso irrite É o meu poder mais puro Eu faço isso loucamente Bebi muito suco de uva Quer dizer, praticamente Eu sou um centro de cultura Estou tonta, cambaleando Minha pele queima por causa dos raios UV Alguém vou acabar baleando Vou ser presa e humilhada por eu querer Eu xingo todo mundo no meio da ágora Com minha garrafa quebrada, ameaço Os guardas me jogam no chão, "chora" Vento forte, brisa boa, um gelasso Gelo esse que congela meu sangue Mesmo correndo parece que estou morta Não sei se vou ter outra chance A estrela me cega, bato minha cabeça numa porta A noite não aparece, a lua sobe O céu azul mostra minha desgraça A chuva azul, a nuvem cinza vai Impedir-me de chegar na luz de graça Hélio me abandonou Estou presa na Apollo 13 Sou desintegrada perto do Sol Presa no vácuo do espaço Devo sacrificar uma parte de mim Fadas e dragões saem de mim Reis e castelos...

CARTA ABERTA PARA VOCÊS, Ato 1 e Ato 2

CARTA ABERTA PARA VOCÊS - ATO 1 mesmo estando "bem", por|que me sinto "mal"? mesmo rodeada por pessoas, por que me sinto só? mesmo amando es outres, por que não me sinto amada? mesmo sendo uma mulher, por que não me sinto uma? tudo melhorou, mas... mas está ruim? na verdade, não sei se estou mal o que é real e o que é "sentido"? isso é ruim? isso é bom? estou confusa acho que quero que vocês pensem por mim é confortável fazer com que as pessoas ordenem, eu obedeço. pensam, eu ajo eu gosto? isso é livre? com certeza é tentador tentador. tenta a dor. tem, tá dor livre arbítrio. livre ar? não consigo não consigo respirar, está me sufocando quero que me sufoque? antes queria antigamente era muito pior, automutilação espancamento, sangue, cortes, veneno amor morto, coração cadáver, carcaça podre cada dia mais me auto descubro ou eu minto? minto que sou? eu sou? eu exerço a função do ser? eu sou "um" ou mais? querer ser é um exemplo de ser "ser...

Uma magnólia, uma jasmim e uma violeta

Uma magnólia, uma jasmim e uma violeta A magnólia, magnífica, quando seu cheiro de chá vier abraça meu coração, deixa menos ansioso sinto que consigo ser o que quiser o seu amor por mim é precioso A jasmim, faça com que eu sinta que o dia é meu seu cheiro de sorvete me deixa boba faz com que eu goste mais do meu eu eu quero ser uma gata, não uma loba A violeta, a mais bela do jardim, quando a vejo, pega minha alma seu cheiro de churrasco, doce como uma bolacha deixa meu coração acelerado, mas não de ansiedade mesmo me deixando acelerada, ela me acalma talvez eu tenha me apaixonado por ela, minha eu acha no meu coração pipoca, há amor numa certa cidade

Forró

Forró Sandálias de cristal Servidas prum animal Sapatênis brutal Pisa no pantanal Devo ser palhaça, pois uso um sapatão Se apertarem o meu nariz, faz fon fon Sapatilho, eu caio de cara no chão Tanto barulho e eu nada escuto Com certeza obra de Corazon Sapatos de couro Rude como touro As botas de ouro Abafam o choro Tanto choro que alagou o meu quarto Não dá pra ouvir nada que vem de lá Sereias infestaram, festa num parto Pobre prole, é lançada de lá pra cá Não tem paz, não tem calma Festa toda hora Dançam na sua palma Abra essa porta

de bobeira

de bobeira Gremistas adoram o ar condicionado Por isso eu prefiro o ar shampoonado Mesmo na porra de um frio danado Eu não me sobrecarrego de uns fatos Fatos esses, por exemplo O S.D.M.N Queria saber tocar um sample B.D.S.M Achou que era o que? Bom dia sou marxista Sangue vermelho corre nas veias Picareta à 100km/h e Trotsky na pista O revisionismo dele dá cadeia

Eu amo você, Violeta Blake

Eu amo você, Violeta Blake Puta que pariu, a Violeta Tem deixada alta a libido A garota é mais que perfeita Vou dizer o que tenho sentido Eu quero sentir a sua língua Na minha, quero essa ternura Eu não quero pausa, não quero vírgula Seu corpo a minha alma cura Eu quero beijar a sua boca Aquecer no calor do seu corpo Sou uma presa, e você, uma loba Você é o meu seguro porto Eu quero tanto tocar em você Nós dormindo juntas, de conchinha Estou completamente à mercê Servir ao seu prazer, vampirinha Nossas duas pernas enroladas Nós não queremos elas desprender Destrua, me deixe acabada Ao seu charme eu quero me render Por favor, toque-me com sua mão Mesmo o meu peito sendo pequeno Mesmo que eu não tenha um bundão Vamos brincar debaixo do feno Quero poder fazer cê ter prazer Massagear seu lindo cabelo Debaixo da coberta não vão nos ver Meu amor, o seu corpo, quero tê-lo Violeta Blake, ah, menina Concede à Agatha carinho? Quero dançar, ter adrenalina Moça, pelo menos um beijinho Tu invades, ...

A VERDADE (SOB A VISÃO DE UM PREOCUPADO)

A VERDADE (SOB A VISÃO DE UM PREOCUPADO) "Liberdade de crítica", clamam ideias acabadas, nos acusam maioria contra a minoria o segundo chamado do além, como morreria? A picareta irritada balança toda essa revisão cansa a burocracia inexistente com oportunidade mente Escarlate e prata todo império mata em demanda da produção fazer de novo a evolução

Rapynzel

Rapynzel Eu quero sair dessa amaldiçoada torre Puxe-me pelos meus cabelos Apaixonada muito eu estou A porta não vai aguentar os selos Quero mais é que se foda os príncipes Meu sonho de princesa O telefone toca: TRIIIM É fugir com uma cavaleira Quebra a janela com uma pedra Taque um cubo mágico, não sei Não aguento mais essas regras Só sigo do amor e da física as leis Eu quero sair dessa maldita torre De heresia esse fodidos me acusam "Você está possuído pelo demônio", Foda-se? Aristocracia tem mais é que tomar no cu Vai para o caralho essas obrigações Eu quero ser uma mulher livre O resultado de minhas tantas ações Posso reconhecer qualquer timbre Para abrir a porta da minha solidão O meu volumoso cabelo é a chave Os nobres muito putos estão Com nós duas tomando os nossos chás Eu quero sair dessa horrorosa torre Em vez de um castelo, uma batcaverna Uma princesa sáfica eu sou Quero incendiar as suas tavernas Bote-me esse anel no meu dedo Vamos fugir para além das montanhas Jun...

Zielort

Zielort Este desgraçado, é um cachorro Mas um cachorro bem sarnento Muito, mas muito mete o louco Do país sul queria ser o sargento Ele ama pernas, é um grande e safado roçador Maior nerdola leitor do Lenin do server que a gente tem Seu cabelo está a cair, mas não sente nenhuma dor No seu dia a dia, o número de canhões que estoura é cem

Galvão Bueno

Galvão Bueno Num acidente de carro foi a ceder Eu estou chorando, RIP G.V Notícia dada no SPORTV Meu cérebro não consegue entender William Bonner falou que foi um sapo Puro, inocente e sem maldade Um dono incompetente, de fato Isso foi uma grande sacanagem O sapinho pulou no para-brisa Pelo menos o animal tá bem Já o G.V, os jogos no céu visa Melhor comentador, mundo tá sem Quem vai narrar os jogos do Athlético? "E o Grêmio?" Vai tomar no cu grêmio! Esse acidente não é poético Hoje nós perdemos um grande gênio No entanto, há amor em Sum Paulo Milho está virando uma pipoca Da panela faz um grande salto Gremistas estão virando chacota

Jasmim

Jasmim                    (para minha amiga Diyasmine) Sou amiga de uma jasmim Que quer fugir do seu tóxico jardim As outras flores do campo não gostam Da sua beleza, são venenosas Mas uma orquídea e uma violeta adoram Ajudou-me a sair do meu nó Meu coração confuso guiou O vento irá fazer voar até onde for Tua fragrância é tão doce, flor As suas pétalas são tão gentis Guardo as memórias que com tu vivi Eu quero que o Sol e o dia sejam seus Se precisar, roube-os de algum deus Um dia eu quero te abraçar Irmos num restaurante, numa praça Irmos numa balada e dançar Vermos o pôr do Sol, está uma graça Você vai florescer, querida Irá flechar seus sonhos como Merida

Atha

Atha águatha fluida como água a gatha ágil como gata gravatha chique como gravata a patha bicuda como pata a thara sáfica como uma sapatha

Dízima aperiódica

Dízima aperiódica Padrão não há, sem ciclos e sem repetição Nossa vida, não é calculável Uma explosão, de surpresas Medo, do desconhecido Isso, é normal É só você...

Poema em construção

Poema em construção Só escrevendo poema, há um Há um problema. Eu, não sei como Não sei como fazer um fun

Cuba

[2023] Cuba Você me faz tão bem Parece até pastel de Belém É um pitelzinho Com você não me sinto sozinho Quero te abraçar E nunca mais te largar Você me traz tanta calma Alegra tanto minha alma Eu definitivamente te amo Se perguntar pra ir pra Cuba eu digo: "Vamo" Férias socialistas com você É tudo o que eu queria ter

Afiado

[2023] Afiado Você. Cadê? Me sufoco entre 4 paredes Roubou-me a alma Conseguiu tirar a minha calma Eu quero te encontrar Para não ter que me matar Eu estou tão afogado Não quero mais ficar calado Ó, meu norte Faz parar a mim, a causa destes cortes Ó, meu norte Acho que te conhecer foi pura sorte... Por sua causa não consigo mais respirar Esses olhos não param de me olhar Esta ferida não quer parar de sangrar Se quer que eu morra era mais fácil falar Devo ter nascido pra sofrer Deus sádico, me ver chorando ele quer Penso no que nós poderíamos ter sido (Você me odeia tanto não quero mais tirar o manto) Ó, meu norte faz parar a mim, a causa destes cortes Ó, meu norte Acho que te conhecer foi pura sorte...

Disforia

[2023] Disforia ultimamente ando bem fora do meu normal o meu antigo eu falaria um "uau" eu só queria descobrir com facilidade esse pensamento que em meu coração arde às vezes me sinto menino e menina, tá tão fervida minha hemoglobina não sei se endoidei mas quando vejo-me no espelho digo "hey" aaaaaah eu só quero ter amor sem ter que sentir tanta dor não sei pra onde eu vou

Materialismo histórico poético

Materialismo histórico poético Tudo debaixo do céu é nossa propriedade A classe trabalhadora tem direito à paixão Prazer, depressão. Ser e não ser, bipolaridade Crises cíclicas, não do capital, mas do meu coração Organização, além das pessoas, das minhas emoções A primeira coisa que aprendi foi mentir, fingir Talvez eu devesse imediatamente tomar essas ações Eu não sei como, nem o quê nem para quê, mas quero sentir Crítica da economia política dos meus valores Também deve ser combatida esta autofagia O Exército Vermelho veio e deu tantas cores Não vou me perder nesse mar de ideologia Estou aprendendo a amar o meu corpo Hoje, um dos templos sagrados que cultuo Com meus amores quero fazer um coro Um coro recíproco, mútuo Idealismo, terra das ideias Trabalhar para ter a condição Materialismo, terra das matérias Todo o poder ao povo, multidão Não sei se partido meu âmago está Estou partindo para um novo tipo Tática, guerrilha cósmica no espaço Novas democracias estão surgindo Mas há uma pe...

Hemorragia

Hemorragia O poeta que finge que é poeta O louco que finge que é louco A poesia que não é poética A loucura num mundo já louco Não tento me sentir Fazer a mentira acontecer Esse farsante erra a se fingir Eu não sei mais o que é mentir

Carpas

Carpas As carpas que nascem no rio Nem no inverno sentem frio As carpas que nadam na lagoa Devem ter uma vida muito boa As carpas que nadam no mar Ajudam-se, vivem em par As carpas que nadam no oceano São tão empáticas, elas se amam As carpas que nadam na cachoeira Tentam a escalar com suas parceiras As carpas que nadam na garrafa Organizadas, vivem em satrapias As carpas que nadam no ar Eu as reconheço, familiar As carpas que nadam nas nuvens Deixam mais limpas estas ferrugens As carpas que nadam na terra Nadam sem ver, elas são cegas As carpas que nadam no fogo Ardem intensamente com gosto As carpas que nadam em gêmeos Não acordam dos sonhos tão cedo As carpas que nadam em aquário Flecharam-me, são de sagitário As carpas que nadam nas letras Afogam-se em tantos poemas Não quero ser esquecida numa carta Acho que também quero ser uma carpa

Ataque do coração

Ataque do coração Meu coração saiu correndo pela boca Começou a andar em círculos pelo quarto Para eu ficar de pé quase não tive forças Meu desespero quase saiu por um parto Eu desabei, quase morri Pensei: "Nunca mais ia ver minhes amigues" Mas a esperança eu vi Isso gerou no meu corpo 300 tiques Tic tac tic tac, o espaço-tempo não para Ando com os segundos, corro com as horas Coletânea de semanas, tenho várias Transparece minha agitação por fora Caindo num abismo sem fundo, sem chão Achei que nunca mais ia ver minha paixão A flor mais esbelta que perfuma minha vida Floresceu no jardim, mas no meu coração fica

Astronauta

Astronauta Eu fiquei sem oxigênio mesmo assim quero amar quero te beijar e perder todo o meu ar

Almoço

Almoço A bolacha com alta taxa de glicose Sorte minha ter achado o melhor molho de churrasco vê se pode Só quero te comer mesmo se eu ter uma virose

Não sei nadar

Não sei nadar A talassofobia               afoga-me                        num mar de transfobia

Beija-flor

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Beija-flor Eu quero que nasçam asas Para eu intensamente bater elas       voar             bem                    longe                              daqui Voar para o Sol Voar para a Lua Voar para a poesia cheia Voar para o espaço Eu quero que cresçam asas Para sentir as tuas pétalas      batê-las                   sem                          fazer cair                 ...

Tic-Tac

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Tic-Tac                                      

Poema Isóceles

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Poema Isóceles                             

Pobre rima

Pobre rima A minha esbelta transgeneridade Descoberta bem cedo na minha idade Crucificar-me quer esta maldita cidade Ela não sabe lidar com a sinceridade Não vai me achar, alta a ardilosidade Você já passou da validade O novo é onde reside valiosidade Eterna será minha feminilidade Tenho um poço de efetividade É de lá onde tiro felicidade Mas talvez seja só vaidade Acabou a criatividade Ainda bem que pus na bagagem Rimas toantes, sacanagem Da janela da minha garagem Consigo apreciar a totalidade De todos os elementos da paisagem E sua complexa simplicidade

Milly

Milly Feliz aniversário de não sei quantos anos Milly hoje é a aniversariante Não nos esgotos, não nos canos os Peepos irão falar: Cante, cante, cante! Millyvri-se da futilidade A arte da artista em ascensão Hoje você envelhece na cidade Todos nós reunimos pra fazer essa canção Aarin quantos anos? não sabemos Un, k dia é hoje mesmo? Essas horríveis pyadas que fazemos Wol, faremos uma festa, nós a teremos Nesse dia, tudo tem que estar lá Enzima Iremos comer Yoki aqui, Lilihndo dia Essa Pequena Matemática de nossa vida Mesmo não querendo, você brilha Piaui, Pyauí, pii pii O trem que não para nunca Mais fácil que calcular o pi Vamos comemorar nessa xurunca Essa vasta Galáxia que imensa O Pedro nesse poema não consegui fazer graça Então pra ele, iremos pedir bença Iremos todos nos rir, nessa nossa praça Não sei se o Sapo irá comparecer Melhor não, o pé dele é fedido Eu também não poderei aparecer Mas esse meu poema que a você foi cedido Esse poema no improviso Não, isso aqui Barbixa...

cachorro infruta

cachorro infruta o cachorro sarnento fez um poema eu fiquei num complexo dilema e deu-me permissão para roubá-lo tomara que não vire um erro crasso "Meu coração é (infra)vermelho Mas meu amor é (ultra)violeta" Emite essa cor do aparelho Atrai uma bela borboleta

passarinho

passarinho [Escrevi sob inspiração e influência de Blackbird, dos Beatles.] passarinho preto tinha um futuro perfeito passarinho escuro na cabeça tem um furo passarinho machucado mesmo com asas não foge do passado passarinho com o osso quebrado não consegue respirar enquanto voa passarinho esquecido tua pluma usada pra fazer tecido passarinho com o corpo aberto eu não sei mais o que é o certo passarinho vivo não está mais vivo passarinho morto perna quebrada, bico torto passarinho vermelho banhou-se no próprio sangue no colapso viu um lampejo lampejo de luz forte passarinho sumiu outro passarinho surgiu

Jardim

Jardim Duas mulheres habitam o jardim Plantando várias flores, jasmim brancas margaridas girassóis curam feridas chiques são as tulipas a lavanda me agita rosas vermelhas delas, centenas cactos com espinhos com aroma de vinho hortênsias azuladas todas são amadas orquídeas e violetas ao redor, borboletas

Brisa orquidisíaca

Brisa orquidisíaca Eu, completamente apaixonada Pela flor mais bela de todo jardim Carregá-la nesta minha jornada É o que eu quero, meu pulso a latejar Adorável amada Violeta Bonita, quero ser tua orquídea E com você girar a maçaneta Abrirmos a porta das nossas vidas Saibas que lhe amo, minha mulher Saibas que lhe quero só para mim Estar com tu em lugares quaisquer Querida dama, perfeita tu és Espero que me ame, outrossim Quero provar-te em uma só colher

Metamorfose

Metamorfose Curioso terem me criado como um garoto Claramente eu sendo uma bela menina Odeio quando me tratam como um simples broto Meu jeito feminino de ser é uma das minhas sinas Eu não quero subir as escadas Nesse jardim eu quero ficar Estou a uma violeta paquerar Como duas bolachas recheadas Amo muito essa esbelta flor Com ela, desaparece toda dor Desconfio que seja uma vampira O meu coração ela muito pira Aprendendo a agir como uma gata Tentando ser a melhor pessoa Soberana, uma eu quero me tornar Não mais azul e vermelho, há só uma parte ruiva De novo muda, e desta vez não é e não vai ser igual Acalmando-me, você é minha terapia hormonal A foice e o martelo irão extinguir esse mal Depressão diminuindo, acho que isso é um bom sinal Eu me odeio mas você fez eu enxergar Eu não posso fugir, eu consigo me amar Vio, vi, ó, vil não pode ser, na minha vida estou a caçar Mas após chorar, depois de tanto azar, estou a me encontrar

Violeta II

Violeta II Ah, cê é uma bruxa sensual Ensine-me sobre a deusa Hekate Vamos fazer um círculo de sal Ficar acordada, fita cassete Ah, vampira, eu passo muito mal Rodeadas por um strophalos Ao iniciar esse ritual Com você, minha amada, hoje falo Ao seu gosto, oh, lésbica pagã VioletaX, aX mais maravilhosaX Quero ser mais que uma simples fã Aqueles que odeiam, virarão pó Calçando sapatilhas de cristal Mais do que eu pensava, a amar Não tinha boca, podia gritar? Eu tenho boca, agora vital Hoje, uso a boca para tu beijar Permita-me eu a acariciar O seu arder está a me churrascar Com você feliz, amo namorar Digo: "Uma frô para outra frô" Orquídea para uma Violeta Duas mulheres, vão até onde for Voando, como uma borboleta Amo o erotismo que me provoca Amor , eu passiva , e tu ativa Esse grande prazer você evoca Você em baixo , eu de cê em cima Masturbação ? Não , é só poema Ejaculando por palavras , veja Isso não é um ritual goetia Eu expresso de forma bem poética.

Violeta I

Violeta I A violeta mais bela que há em todo esse jardim O seu cheiro me impede de eu chegar ao fim É tão doce e recheada como uma bolacha Mesmo com a visão embaçada, o meu coração churrasca A sua cor viva faz eu resistir até o final Acho que irei começar a usar sapatilhas de cristal O som de suas pétalas me acalmam Junta com uma jasmim, muito me amam

A Violeta e a Orquídea

A Violeta e a Orquídea A mais bela e linda das violetas Com seu jeito vampiresco de ser, e Uma acanhada e tímida orquídea Não se viam mais como só simples silhuetas Um dia se encontraram e se viram no seu "você" Aconteceu de descobrirem se amar em um certo dia Mas essa orquídea, era tímida, mas tão tímida Que demorou à declarar o seu amor para a outra flor Viu-se muito confortável perto da violeta apaixonante "O meu sentimento, a minha paixão por você me intimida" Disse a orquídea, com medo de sentir uma agoniante dor "Ah, meu amor" - disse a violeta - "Permita-me ser sua amante" As duas flores jovens, queriam sentir a textura de suas folhas As duas flores apaixonadas, queriam se fundir em um só caule As duas flores amantes, queriam poder se enraizar no mesmo solo As duas flores traumatizadas, não queriam mais se arrepender das escolhas As duas flores entrelaçadas, ao mesmo tempo disseram para si: "Fale!" As duas flores coradas, pergunt...

Sáficas

Sáficas Duas sáficas que se amam loucamente Em intensidade, cada uma das duas sente As duas mesmo com um alto grau de lente Estão com o corpo muito quente Uma pela outra sempre em alto amor Ambas as mulheres fazem o mundo com mais cor Com seu corpo completamente oleoso Uma com um quadril muito maravilhoso A outra com um espírito bem charmoso Mas com o seu coração um tanto ardiloso Uma fofa violeta Aktinochiatis Ela faz a sua amada recarregar seus Watts

Sáfica

Sáfica Recentemente comecei a me entender Uma flor que amo muito me ajudou E não quero mais isso esconder Eu me apaixono por mulheres, isso é o que sou Uma joia rara, uma safira, uma mulher sáfica Eu me interessei numa garota, a mais bela, que já vi Sou sapata? Eu não sei, mas para ela eu quero ser ávida Das entrelinhas do meu coração, algumas eu li Sim, eu nasci com pau e sou uma garota, vai fazer o quê, radfem? Eu quero conseguir me amar, amar meu corpo Vamos cair na porrada então arrombada, vem vem vem Sua alma repugnante, prum caralho ignorante, essa merda de rosto torto Terapia hormonal, queria saber como tu se sentes Poder me sentir bem mais feminina Quero abocanhar seu dedo, o sentir nos meus dentes Sentir a textura do seu longo cabelo, sua queratina Quando eu toco o meu violão, é para eu conseguir me expressar Treinar os meus dedos para saber o melhor jeito de te tocar Ah, querida, eu quero te fazer feliz, te acariciar As nossas duas línguas numa sintonia estão a dançar

Vampira II

Vampira II Eu quero que você me sufoque entre as suas pernas Que me amarre numa cama e me trate como boneca de pano Sou sua comida, sua galinha, despena todas as minhas penas Eu faço qualquer loucura pra ficar com quem eu amo Abra a minha pele, se rasteje pra dentro de mim Juntas para sempre iremos ficar Não me abandone, não quero ter um fim Num contato físico eterno, vamos nos amar Mate todos que de mim se aproximam Eu vou ser tua única e eterna serva Sugue todo meu sangue, as gotas na sua boca ficam Quero ser seu brinquedo principal, não o reserva Quem me dera, seus dedos entrarem na minha carne Consuma meus sonos, meus sonhos, meus pesadelos Seu corpo é mais bela obra de arte Seus olhos, quero roubar para mim para sempre vê-los Meu amor, meu amor Faça-me esquecer dessa dor

Vampira

Vampira Por favor, esfaqueie meu peito Abre o diário dos meus segredos Quando perceber, já estará feito Nossas mãos nos entrelaçam com nossos dedos Por favor, consume meu coração Devore todos os meus medos Vamos sentir toda emoção Não quero que esse sonho acabe tão cedo Meu amor, meu amor Faça-me esquecer dessa dor