Pobre rima
Pobre rima
A minha esbelta transgeneridade
Descoberta bem cedo na minha idade
Crucificar-me quer esta maldita cidade
Ela não sabe lidar com a sinceridade
Não vai me achar, alta a ardilosidade
Você já passou da validade
O novo é onde reside valiosidade
Eterna será minha feminilidade
Tenho um poço de efetividade
É de lá onde tiro felicidade
Mas talvez seja só vaidade
Acabou a criatividade
Ainda bem que pus na bagagem
Rimas toantes, sacanagem
Da janela da minha garagem
Consigo apreciar a totalidade
De todos os elementos da paisagem
E sua complexa simplicidade
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