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Mostrando postagens de junho, 2024

Vênus

Vênus Estou começando a achar que tu és a mais amarga divindade de estar longe, tu és tão grandiosa, enquanto eu, tão pequena, tão fútil, nunca esteve tão claro, eu sou nada comparada a ti, o planeta que nunca será meu. Tu estás num nível elevado, superior, tu se transmutaras, ó corpo celeste, és ascendida às estrelas, inacabável, no infinito espaço tu és o todo, enquanto eu, caço a saída do meu mísero globo, maldito e desagradável. Querida Vênus, tu és completamente inefável, acho que eu não conseguirei causar nem mesmo um mísero orgulho a ti, etérea perante tudo que orbita ao teu redor, és adorável, a mais linda perante ao resto do panteão, da borda do Cosmos até aqui. Enquanto eu, sou a antítese do Sol e a filha fracassada da lua. Todas as estrelas exijam que eu me torne poeira e todos os serafins desejam que eu suma. Tu ofuscas-me junta da escuridão e das sombras, eu me perco num devaneio desprendido da existência do universo, que a mim é contra. Tão efêmera é a minha existência, q...

Maldição I

Maldição I Eu sou a outra reencarnação de Asmodeus, a megera constantemente caçada por Deus, e isso não é à toa, Luxúria faz parte do meu eu, sempre atormento de quem a mim se aproxima. Nojenta e repulsiva, eu nunca fui a princesa imaculada que eu sempre ouvia nos antigos contos de fada, por isso que eu serei lembrada? Ser quebrada é a minha sina. Diga-me Diabo, serei eu tua filha? Meus pesadelos sempre se passam nos teus aposentos, esperanças não passam de armadilhas que eu mesma crio para poder passar o tempo. A vida é o desgosto interminável de angústias que arrancam minha carne e a minha pele. Por favor demônio, apossas-me como queira, afogas-me no sangue dos anjos que eu matei.

Maldição II

Maldição II Eu não devo me importar com a minha maldita sina sabendo que para tu, devo mais amor, orgulho e respeito, sabendo que mesmo eu sendo uma vadia autodestrutiva tu ainda escolhes estar comigo e preencher meu peito. Eu sou amaldiçoada pelo destino e por Ele e ainda assim tu ousas envolver-se comigo, sem medo? Tu ainda queres que a covarde tente? Tentarei repetidamente, então, faço isso por teu zelo. Eu erro mais do que acerto, e preciso me atentar para que meus erros não se transmutem em pecados, onde não haverá perdão, onde não poderei mais amar, onde não restará ninguém do meu lado. Eu ainda decepcionar-te-ei, mas eu irei fazer com que essa frequência diminua, eu ainda machucar-te-ei, mas que as feridas não atrapalhem tua visão sobre a lua. O canto da tua voz evocaste o acalento de volta para o meu coração.

Charlliz

Charlliz Pandemônio do amor, panda gordo do favor de fazer eu mais feliz e alegre impedindo que eu perece. A tua não-binariedade é adorada por mim, onde minha vida melhorada deve se, em partes, por você, proporcionastes pausas da minha aguda dor, sei que que advogas por minha causa. Meu braço direito, o braço de ferro de juíze que bate ferozmente o martelo, e junto dele, trago a foice, porque falo sério tu estás no topo, és meu precioso teto. Charllize Charllize, minhe amigue, minhe amigue, sei que a tu posso confiar os meus piores pesadelos pois tu me acolherás de braços abertos, com zelo. Eu amodoro você, senhorite tu és uma amizade que nunca tive e que hoje, posso ter e posso desfrutar desse prazer.

Éden

Éden Na merda do momento que eu estou. Na desgraça que aqui apenas restou. De uma covarde que nem ao menos tentou encarar os problemas, chorou. Eu quero poder abraçar o meu irmão. Um abraço muito forte e não soltar ele um abraço apertado sem preocupação com o futuro e com o que espero dele. Um dia eu vou visitar ele, um dos meus poucos portos seguros, que me restou depois daqueles erros malditos que no meu peito fizeram um furo. Eu quero poder cantar dele junta as mais variadas músicas, eu quero poder tocar meu violão e musicar minhas poesias mais lúcidas. Ele é o meu atual jardim que a minha Orquídea confusa repousa com medo de serafins e com medo de mais lutas. Eu não vou deixar o fogo se apagar, quero ser uma estrela, de preferência o Sol para eu não ficar mais no escuro, a me cortar, e iluminar o caminho de quem amo, no espaço um farol. Édenoite, eu sei, mas no fim isso não importa a hora, eu quero ficar perto dele, mesmo que no caminho tenha várias trancadas portas, por ti eu irei...

A Vida, Ato 1 e Ato 2

A Vida - Ato 1 [04 06 2024] A vida é o maldito poço de desgraça, que eu tento escalar mas ela nunca acaba, a droga de um deslize me desaba, o peso é tão grande que faz com que eu caia. Eu não consigo mais bater as minhas asas, a luz do sol queimou elas e a minha pele, enquanto no meu sangue me debato e morro afogada, o buraco no meu coração constantemente me fere. Uma artista não mais sã, será que ainda adianta? Não quero mais ver o amanhã, apenas um corte grotesco sobrou na minha garganta. Eu sou uma mulher histérica? Eu sou uma mulher dramática? Das minhas próprias palavras não entendo a gramática. Não há mais Agatha, ela já está morta, só uma máquina, que com nada se importa, sobrou uma carcaça, que a si mesma corta. Por que eu não consigo viver? Por que o amor é tão curto? Por que eu não consigo mais escrever? Porque está aberto o meu pulso. - Ato 2 [08 06 2024] No espelho hoje me encarei e eu não vi mulher nenhuma, imediatamente eu parei de tentar me enxergar, dor aguda...

Carta aberta para o tempo

Carta aberta para o tempo Querido tempo, queria te ter mais, não ter que te gastar me odiando tanto, eu não estou me amando. Não sei se te amo ou te odeio, eu queria tanto que as minhas lágrimas fizessem eu te aproveitar mais. Poder sentir de novo os momentos felizes, para não ter que reviver todos os tristes. Querido tempo, você é muito curto, uma vida é pouca para meus sonhos, é pouca para muitas amizades. É muito pouca para quem eu amo.