Éden

Éden

Na merda do momento que eu estou.
Na desgraça que aqui apenas restou.
De uma covarde que nem ao menos tentou
encarar os problemas, chorou.

Eu quero poder abraçar o meu irmão.
Um abraço muito forte e não soltar ele
um abraço apertado sem preocupação
com o futuro e com o que espero dele.

Um dia eu vou visitar ele,
um dos meus poucos portos seguros,
que me restou depois daqueles
erros malditos que no meu peito fizeram um furo.

Eu quero poder cantar dele junta
as mais variadas músicas,
eu quero poder tocar meu violão
e musicar minhas poesias mais lúcidas.

Ele é o meu atual jardim
que a minha Orquídea confusa
repousa com medo de serafins
e com medo de mais lutas.

Eu não vou deixar o fogo se apagar,
quero ser uma estrela, de preferência o Sol
para eu não ficar mais no escuro, a me cortar,
e iluminar o caminho de quem amo, no espaço um farol.

Édenoite, eu sei, mas no fim isso não importa
a hora, eu quero ficar
perto dele, mesmo que no caminho tenha várias trancadas portas,
por ti eu irei aguentar.

Meu irmão, amo você
te dou meu coração, trouxe
minhas esperanças do caixão
de volta a superfície
e agora comigo
lide.

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