Magnólia
Magnólia
A golpes de machete em brasas, viscerais,
Órgãos carbonizados desabam no charco,
Se refrigeram sob o breu por demais árduo
Que sofre co'a flor pútrida às pétalas de ais;
Tantálica Magnólia, suja bizarria
Amiga do assassínio esmurra tal martelo,
Faces desfiguradas no arsênio amarelo,
Decrépita latrina em que mais sangraria;
Ossos agudos tão perfurados, quebrados,
Retorcidos, por plúmbeo desespero atroz;
Não há mais sobrinha e sua tia, não há mais nós,
Vergonha do jardim, seu roxo impostor brados
Tenta ecoar à Flora e falha; flor funérea,
Se exile em matagais de pus, longe da aléia.
[05 12 2025]
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