Materialismo histórico poético

Materialismo histórico poético

Tudo debaixo do céu é nossa propriedade
A classe trabalhadora tem direito à paixão
Prazer, depressão. Ser e não ser, bipolaridade
Crises cíclicas, não do capital, mas do meu coração

Organização, além das pessoas, das minhas emoções
A primeira coisa que aprendi foi mentir, fingir
Talvez eu devesse imediatamente tomar essas ações
Eu não sei como, nem o quê nem para quê, mas quero sentir

Crítica da economia política dos meus valores
Também deve ser combatida esta autofagia
O Exército Vermelho veio e deu tantas cores
Não vou me perder nesse mar de ideologia

Estou aprendendo a amar o meu corpo
Hoje, um dos templos sagrados que cultuo
Com meus amores quero fazer um coro
Um coro recíproco, mútuo

Idealismo, terra das ideias
Trabalhar para ter a condição
Materialismo, terra das matérias
Todo o poder ao povo, multidão

Não sei se partido meu âmago está
Estou partindo para um novo tipo
Tática, guerrilha cósmica no espaço
Novas democracias estão surgindo

Mas há uma pequena minoria
Tentando revisar meus pensamentos
Muito barulhenta, oportunista
Todos serão soprados pelo vento

Seus cheiros são completamente fétidos
Só sei me expressar por via de poemas
Espero que você não esteja tão cético
Gosto de desabafar dos meus problemas

Um grupo dita, dura esta rocha
Rocha partida pela dança
Dança de dois: Do mar com a tocha
Esse pega-pega cansa

Centralismo aristocrático
Nós vamos arruinar isso
Centralismo democrático
Irá se originar disso

Meus sonhos não são utópicos
São apenas científicos
Não vou separar por tópicos
Do trem não vão cortar trilhos

Será que a arte me alienou?
Os poemas são meu novo fetiche
Foda-se, bem eu sei que estou
Talvez eu esteja ficando chique

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