B.I.

B.I.

A jujuba princesa comanda a realeza
E também o vasto reino das iguais,
Espelhos com pequenas diferenças
Refletem doces figuras radiais,
Elas se resguardam com beleza
Desejando o fofo algodão da paz,
Vênus as observa com a clareza
De que a açucarada presença
Tudo satisfaz;
São elegantes os bailes noturnos
Ocorridos nos chiques palácios,
Ninguém usa máscaras no escuro
Pois as danças reacendem o rosto ávido,
Em cada olhar, há uma lua no seu fundo,
Controlando a alma ante o seu piscar mágico,
Os grimórios traduzem a pureza do canto puro
Que ecoa em segredo nas paredes do culto
Contrário ao trágico.

Indo pra outra colorida borda,
Há um mar de calmas ondas,
O cais recebe os navegantes de fora
Que alegremente acenam da proa,
As grandes tempestades cessam na hora
Em que Marte atraca na água solta,
Ele traz consigo bebês focas
Que, brincando com os dentes das morsas,
Trazer um ar que apronta;
Os sotaques dos marujos são referentes
À alegria modesta percebida nos risos,
Alguns são piratas buscando o reluzente
Atrás de algum tesouro pouco plausível,
Já que o importante é a jornada à frente
E as bobajadas dos papagaios esquisitos,
Que repetem as piadas mais reverentes
Em relação à singela falta de dentes
Do capitão perdido.

A forte vinculação violeta
É a responsável por centralizar
A plenitude das duas essências,
O núcleo passa o seu tempo a plantar
Uma espécie de flor que acalenta
O coração agitado sobre o altar,
A sua batida amolece e teima
A meiguice  de sua inocência
Interessada no policuidar.-
-O paradoxo é o frenesi que paralisa
O dinamismo da própria indefinição,
O capricho energético colore tanto
Que dá de presente o sabor maior,
É uma voz que vela o outro âmago
Ansioso pela polifonia do carinho,
Preservando a atitude mais amável
Do seu lindo interior:
A Beldade Inexplicável.

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