Cumedo
Cumedo
No depressivo cume
Plantei uma violeta,
Vendaval no cume corta,
Violeta no cume violenta.
Quando vem a chuva fria
Carnes no cume caem,
Vermes no cume entram,
Mariposas do cume saem.
Quando cai a chuva carmesim
O sangue do cume desce,
O lodo do cume afunda,
A podridão no cume cresce.
Então, quando vem a tempestade,
No cume volta a pura tristeza,
Pois começa a ansiar de novo
A Lua que no céu noturno acalenta.
No quebradiço cume
Plantei uma orquídea,
Tornado no cume arranca,
Orquídea no cume fica.
Quando vem a chuva negra
Anjos frágeis caem,
Maldições no cume entram,
Deidades do cume saem.
Quando cai a chuva de prantos
A joia de escuridão se dissipa,
O resto do monstro se debate,
A cicuta envenena o clima.
Então, quando vem a tempestade,
No cume volta a morte só,
Pois começa a afogar de novo
A filha fracassa do Sol.
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