Lanches de Tziu
Lanches de Tziu
Canta, canta tziu!
Tu és um ave de duzentas telas,
Única dentre os rios.
Minh'alma com esmero sentiu,
Vou te ajudar a sair desta cela,
Quero ouvir teu assovio.
Os ventos são bem frios,
Vendaval te persegue e te acerta,
Mas teu Azul Rei espanta o vazio.
Aquele insistente riu,
Mas ele não passa dum merda,
Enquanto o teu bico é o fuzil.
Bica, bica tziu!
Quebre o espelho de vidraça cética,
Seus fragmentos formam um fio.
O religioso muito ressentiu,
Seu irmão tem uma ração mais que bela,
Uma de elite, de cem, de mil.
O roubo foi pouco sutil,
Não me preocupo, RJ é terra de pedra,
Copacabana, Pão e Cristo, o trio.
O anjo mentiu e mentiu,
O fiote não voa nem na quente vela,
O fogo arde e sempre te cobriu.
Voa, voa tziu!
Voa enquanto o Senhor Outono te mela,
A vida é passageira, mas a memória é eterna.
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