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Mostrando postagens de agosto, 2024

Pés de Chumbo e Asas

Pés de Chumbo e Asas O céu bege encanta a chuva de lama, sou encarada pelos monstros das árvores, o meu jardim místico tem má fama, o espaço muda ao pisar na grama de mármore. Eu repousava, sem sono e sem motivo, de novo veio o monge budista, foi me perturbar com seus aforismos, uma troca equivalente? Esquisita! Se eu arrancasse os meus pesados pés de chumbo, em mim floresceria esbeltas asas, trocaria o andar pelo voar no futuro, atravessaria as brisas ávidas. Mas, claro que eu não vou fazer a troca, não sou estúpida para fazer isso, eu viraria uma memória póstuma, eu despencaria ao bater remisso. Eu ainda quero aprender a dançar, embora eu não suporte os seus pesos e haja estas flores a me aprisionar, sou a ré presa no solo e nos pesadelos. Não enxergo a cor delas, nem lembro o nome, mas lembro que eu as amava muito, muito, muito tempo passou e se perdeu o renome, amor...ou obsessão? Um curto-circuito. Não quero as pisar, são tão lindas embora cortam minha pele e carne, engast...

Paradoxo Errático

Paradoxo Errático Se a verdadeira desculpa é a pedida, de forma natural e original, a pessoa ferida pode se levar com a vida, enquanto a culpada se afoga no mar do mal. Eu culpo a culpa por me culpar pela noite e pelo dia, mas ela tem meu rosto e a minha voz, sempre habita o espelho que meu reflexo falho tira, o embate da desculpa e do perdão me deixa só. Requisitos indiretos contam como naturais? São direcionados pro núcleo do meu coração, o embuste é verdadeiro quando a memória cai, o erro culposo não é leviano, mas é a aflição. O Leviatã agita as águas passadas e futuras, as presentes são paradas, ácidas e pra baixo me puxam, minha pulsão da morte é uma sinfonia acústica, Tânatos, Hades ou Caronte? Podem ser os três que difundam. Minha pulsão da vida carrega ambivalência, outrora foi intensa e ávida, mas hoje é inexistente, Eros se suicidou quando viu minha aparência, mãos visíveis intangíveis me estrangulam de repente. Eu não consigo tirar o peso da culpa pra mim, nem pro mu...

Corda

Corda Amarrei uma corda no teto, botei uma escada na sua frente, quero expurgar os meus restos, a minha razão e os meus sentimentos entendem. Demônios e anjos me perguntaram se eu quero mesmo isso, hilário, estou com um nó na garganta só de a encarar, não consigo os responder, mas até agora eu hesito, coragem nunca foi o meu forte, sempre desintegra-se no ar. Eu sou fracassada, não há mais esperança, estou sempre de luto sozinha, chorando por não saber com tudo lidar. Eu sou muito fraca, tremo como uma assustada criança, esforços rendem-me frutos estragados junto com um verme que tenta me rasgar. Perdi o meu poder de me perder nos meus devaneios, rendi-me à solidão absoluta, nasci sozinha e morrerei sozinha, destino amaldiçoado, tudo que me restou foram meus próprios medos e receios, pelo menos a lua me observa de longe nessa noite fria, ela está tão linda. A sua luz me relembrou de memórias boas, inspirações, veleidades, sonhos, desejos e vontades. Vozes e imagens antigas, o meu...

Gêmeos

Gêmeos Gêmeos é uma constelação amaldiçoada, é tão grande e mesmo assim consegue se esconder tentando fazer com não seja visível a sua desgraça, impedindo que a sua desarmonia interna venha a aparecer. Em Andrômeda ela tenta se isolar com medo de retornar para sua galáxia original, com traumas do seu passado, começou a vagar agora para a borda do Cosmos, não sabendo do seu final. Virgem não vai precisar se estressar com mais um problema e Escorpião não vai ter que perder a sua paz com mais um dilema. A sua distimia faz um bom trabalho em esconder a sua dor, as outras constelações não vão se preocupar com aquela esquisita cor. Eigengrau, é a única cor que ela consegue ver, perdida, Gêmeos demorou muito tempo para perceber que no seu escape, Castor e Pollux pararam completamente de brilhar, e sem saber o que fazer, ela desesperadamente tenta as achar. As duas estrelas irmãs estão separadas, Castor chora todo tempo, relembrando do passado, quando a existência não era tão ruim, sempr...

com verruga

com verruga quero amar contigo mas há medo, eu contive então me rendi

sem verruga

sem verruga aqui senti dor aqui sem ti não tem cor mas cem de ti há amor

Abandonada

Abandonada Todo dia, cada santo dia eu repetia as memórias da sua partida. Ainda faço isso mas está diferente, um obelisco, algo mais grande e mais desprezível, perfura dolorosamente meu coração de lixo. Com você se foi tudo que eu tinha, eu não sei mais o que é verdade ou mentira, minha mônada é arrasada e vazia, lá se foi o que viva me mantinha. Naquele mundo sensível tinha alguma magia? Só sobrou do mundo inteligível uma fatia, bem podre e com desgosto, o que me fazia rir como resposta hoje faz eu junto com a morte querer ir. A felicidade melancólica me absorve, a saudade na aproximação me envolve, a raiva serena me marca e não some, a querida dor de mim tem uma imensa fome. Não sei se é um drama mas é um paradoxo, são o que eu não tenho, meus óvulos que antecedem a cesariana do meu óculos que com a lente riscada permite um olhar póstumo. Ainda há coisas escondidas? Não sei, não sei se finjo que a minha dor mata um rei, se ela é passageira e irá fazer com que eu fugirei ou se...

Cicuta

Cicuta Depois de tanta caminhada finalmente achei o famoso campo que trará meu fim com a calma que em vida eu não tive mesmo procurando. Uma flor é uma flor, não perde a sua beleza por ter morte e veneno, irá acabar a minha dor ao suicidar-me rodeada delas, vai ser tão sereno. Não existe maldade nessas flores, foi o destino que escolheu a minha ruína tal qual quando ele escolheu os meus horrores, então ela vai ser a mais bela e a mais linda. Pelo o que eu ouvi dizer, em 15 minutos a sinfonia mais única começa de forma rara, não sei quanto tempo passou nesse luar arguto que percebe minha inquietante falta de palavras. Ouço as cicutas cantarem um réquiem pra minha morte, meus ouvidos de vidro são riscados e estilhaçados, vejo-te no espaço, herói, isso se eu tiver...isso se eu tiver a sorte, diferente daquela que sozinha sobreviveu ao acaso. Eu achava que tinha um tumor no coração, mas percebi que meu coração é o tumor, percebi que é fútil qualquer tipo de coloração, do inadmissível s...

"Amiga"

"Amiga" Eu quero que você corte os meus pulsos com sua faca, não vou poder mais escrever nenhum poema, todas obras fracassadas, eu não sou apoema. Eu imploro, por favor me mata. Eu quero que você atire com sua pistola no meio da minha testa e que puxe o gatilho com pressa. Não sei se haverá alguma dor póstuma. Eu quero que as suas mãos me estrangulem, até eu não conseguir mais respirar, até eu não conseguir mais amar. Muito provável que para sempre você me culpe. Eu quero que meu pescoço você quebre, com toda a sua angústia, extravase em mim a sua dor aguda. Não há mais nada aqui que se celebre. Eu quero que você injete em mim veneno, e que faça eu cair morta com ele, é agônico saber que o seu amor não é perene. Não dá mais para tudo ficar sereno. Eu quero que você desfigure o meu corpo, mas não ao ponto que ele fique irreconhecível, mas ao ponto que a situação não fique crível. Eu ainda espero ouvir seu choro. Eu quero que seu arrependimento de ter me conhecido fure ...

resultado da avidez inexistente

resultado da avidez inexistente eu reproduzo o passado constantemente dentro de mim mesma, como escapismo, fujo para o fundo da minha mente, fujo do meu horroroso egoísmo. aqui, eu posso ser extremamente empáfia, sem nenhum tipo de consequência, posso esquecer da angústia que me matava. aqui, eu volto a ser aquela deusa. no outro mundo, a minha maldição é eterna, eu trago dor para todas as pessoas perto de mim, eu acabo com expectativas, destruo a perfeição etérea, a minha sina é a desgraça, e isso precisa ter um fim. aqui, revivo coisas que não mais existem, perco-me dentro das minhas fantasias, não quero que daqui me tirem, eu preciso fazer um quadro, uma obra-prima. preciso o pintar com a cor proibida, mesmo que o meu pincel se desgaste, não irei parar, mesmo que eu já esteja caída, o quadro precisa ser diferente de mim, um ser traste. com ele, esqueço das promessas que eu quebrei, esqueço de toda angústia que me persegue por não conseguir cumprir com elas, eu sei, é patético...

culpa

culpa eu sei que você não requisitou, mas mesmo assim eu ainda quero escrever, escrever sobre tudo o que eu quero e que nunca poderei lhe dizer perdão por eu ter quebrado todas as promessas que eu fiz com você perdão por eu fazer você chorar sem eu perceber perdão por eu fazer você chegar num estado de niilismo perdão por eu usar você como objeto de escapismo perdão por eu fazer você reviver seus traumas perdão por eu não conseguir ser o mar que te acalma perdão por eu mesmo tentando muito, não conseguir ser nem mesmo uma amiga boa perdão por eu atormentar você por causa das situações mais triviais e bobas perdão por eu fazer você se estressar tentando me fazer feliz perdão por eu fazer sua vida muito mais infeliz perdão por eu não conseguir controlar a minha paixão por ti perdão por eu não conseguir mais fazer você sorrir perdão por eu guardar tudo no meu peito e explodir na pior hora possível perdão por eu não conseguir te ajudar quando você passava por um momento difícil perdã...

Monotonia Monolítica

Monotonia Monolítica Dona das minhas lágrimas, eu me acabo nelas mas elas nunca acabam, são infinitas e formam um mar, queria saber como você tem a posse de todas elas, é tão sedenta assim por algo que não pode acabar? Afinal, sou a garota que só se expressa por poemas, bem difícil de lidar, odeio quando você reclama do quanto eu te superestimo, enquanto destruo a saúde mental de todas as pessoas que tentam me ajudar, você em poucos meses já me salvou de dois suicídios, enquanto sou a falha da nossa polifonia, sua paixão policromática concede vida a tantas aquarelas em contraste com a minha própria monomania tão doente de reviver traumas, gatilhos, horrores e sequelas, a culpa do meu moralismo fútil de ter ferido você ainda ressoa, os meus ressentimentos contra mim mesma transparecem, mostram que eu ainda sou uma péssima pessoa, olho no espelho e as minhas outras faces reaparecem, amar e tratar bem são duas coisas muito diferentes, amo quem eu não sei tratar com gosto e odeio com que...

Omissões Ábditas

O missões Ábditas Estou carregando tanto caos dentro do meu peito, de tudo você saber eu tenho extremo receio, de traumatizar-te eu não quero ter o risco, lido com o fato de eu ser a reencarnação de Sísifo. A minha rocha é o meu coração, mas ela é tão frágil e sensível, sempre se afogando na minha emoção, sempre beirando o completo ridículo. E eu não quero mais ser o seu fardo, a sua rocha, quero ser uma ótima amiga, um porto seguro, alguém que te consola, uma flor que se desabrocha, mas não sei como fazer isso com meus atuais recursos. Um dueto não mais em sintonia, um teclado em desarmonia, um violão que não se ouvia mais um cântico que se retira. Você tinha dito-me para não pegar suas dores para mim, mas eu sinto-me tão má se não fazer isso, machuca-me tanto ver você sofrendo assim, ouvir de longe o seu timbre tão sofrido. Meu medo de perder-te para sempre me consome, preciso ser a garota de aço que sozinha tudo aguenta, preciso ser mais forte, mesmo na solitude e mesmo que eu ...

Tragada

Tragada O meu vício me lembra da sua dor, de quando você se feria para tudo suportar. As cinzas deixam tudo mais incolor, assim atenua meu desequilíbrio de sem querer te matar. Está tão cinza que eu posso materializar todos os meus pesadelos, não vejo nada, então vejo o que eu quero, vejo todos os erros do passado que relembram meus medos e meus arrependimentos que eu guardei com esmero. Tem guerras que não se pode vencer, e também é póstumo delas o meu querer de ser amada, mas tudo que me ama sempre está a perecer, acaba mais rápido que uma tragada. A fumaça impede que eu reveja a crueldade do mundo, permite que eu isole a minha sensibilidade, faz tudo sob minha visão ficar menos imundo, faz eu poder esquecer que moro nessa merda de cidade. A fumaça sobe diante de mim, ela me cega e faz eu tossir, não consigo me pronunciar a ti, minha boca tá ocupada tentando minha dor expelir. Comprei outro isqueiro, o antigo não me queimava, agora posso reacender minha aflição outra vez, aquele...

Orquídea Envenenada

Orquídea Envenenada A Orquídea está tão cansada de tentar se desabrochar, que não importa o quanto ela tente, ela sempre está a se decepcionar por ser a eterna única flor amaldiçoada do jardim. Ela anseia logo pelo seu próprio fim. A Orquídea observa tanto a lua, que começou a se perder na sua imaginação crua, um amalgamo de felicidade com desespero. Ela sonha com os seus momentos mais serenos. A Orquídea tem tanta angústia, que a sua inquietação muito se intensifica, ela quer tanto se mexer mas não consegue. Ela não quer mais que a reguem. A Orquídea odeia tanto o presente, que sempre que vê a data ela ressente, a flor não tem domínio dos seus próprios sentimentos. Ela recorrentemente revive seus arrependimentos. A Orquídea se prende tanto na depressão, que começou a ter dificuldades de cultivar sua razão, ela fica descontrolada com o que está acontecendo na sua vida. Ela chora toda noite pela sua avidez ter sido finita. A Orquídea se perde tanto na sua solidão, que seu vazio com...

Tempestade Doce

Tempestade Doce O meu remo quase quebrado tenta mover o meu barco remendado, estou à deriva neste mar abandonado tentando sobreviver depois daqueles estragos. A minha vida é estranha, ainda mais ultimamente, perdida no mar sem saber para onde ir, eu ainda estou viva, percebi isso recentemente, mesmo assim eu não acho que o mundo precisa de mim. As águas se agitam, o céu se escurece, os ventos se fortificam, um furacão reaparece, ele me faz voar junta dos meus desejos egoístas, mesmo no ar eu ainda continuo sendo uma esquisita. Ele lembra-me que eu não sou capaz de voltar no tempo, que não posso escolher em trazer de volta quem partiu, que não posso tentar refazer tudo de novo, então ao caos me rendo, a chuva cai no ser que algo diferente de dor um dia já sentiu. Mas mesmo se eu pudesse eu não tiraria vidas em prol dos meu sonhos, não destruiria cidades pelos meus devaneios do meu mundo perfeito, perfeito só para mim e distópico para você, então os escondo, guardo todas as minhas má...

Dose Tripla de Éter

Dose Tripla de Éter Dentro do meu peito há um copo quebrado, dentro dele um rubi se afoga em desespero gritando pela volta do querido passado, mas o tempo não volta, ele é efêmero. Roubei os seus prazeres pra não perder os meus, não vi a seca que causei no mar, no lago e no rio, quem eu mais amei nessas terras nem disse um "adeus", ficou tão árido meu deserto que ele nem mesmo sentiu. Ecoa no copo falho aquele dolorido sibilo que não chega nos meus ouvidos sibilinos, Fausto pisou em falso ao fazer o pacto. Mefisto se diverte ao queimar os livros, eu não bebo nada, apenas minto e minto, eu bebo veneno, morrem os pobres sátiros. Dentro do meu peito há um copo sutil, sempre que o tento pegar ele escorrega, mas por um momento um efeito surtiu, a amargura dele a boa brisa leva. Não quero perder o meu calmo jardim, memórias boas, novas, velhas, tortas, quero regar a flora que há dentro de mim e impedir que as flores sejam mortas. Eu mudo, mas não posso ficar muda, eu ainda sou uma...

sem luar, sem nome

sem luar, sem nome Sem luar Nessa noite escura Estou a apaziguar Meu coração aflito nesta rua Nuvens acima Que escondem as estrelas É frio o clima Os animais se escondem atrás das cercas Luzes apagadas Asfalto sujo que eu piso Portas trancadas Um bom final é o que eu exijo Bueiro fedorento Esconde as mazelas do esgoto O tempo passa lento Quando os ratos provam dos restos os seus gostos Raios ultravioletas Pelo bairro eu alastro Ao redor borboletas Que observam o meu acaso Guetos obscuros Abrigam gatos abandonados Respiram ar puro Quando os seus carinhos são dados Sono completo Se apodera de todes es moradores Nos meus dedos, calos De tanto repetir a sua melodia e as suas cores Silêncio quebrado Uma única coisa se escuta Violão desgastado Que a minha alma cura Canto nesse canto Onde não tem ninguém em volta Extravaso os meus prantos Juntos de todas as minhas revoltas Ressurge a alvorada A tua voz pelo mundo me guia Com a madrugada acabada Para qualquer lugar que seja dia

desovada

desovada --------------------------------------------------------------------------------- ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~ ~ ~~ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ Agatha ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ~~ ---------------------------------------------------------------------------------