sem luar, sem nome
sem luar, sem nome
Sem luar
Nessa noite escura
Estou a apaziguar
Meu coração aflito nesta rua
Nuvens acima
Que escondem as estrelas
É frio o clima
Os animais se escondem atrás das cercas
Luzes apagadas
Asfalto sujo que eu piso
Portas trancadas
Um bom final é o que eu exijo
Bueiro fedorento
Esconde as mazelas do esgoto
O tempo passa lento
Quando os ratos provam dos restos os seus gostos
Raios ultravioletas
Pelo bairro eu alastro
Ao redor borboletas
Que observam o meu acaso
Guetos obscuros
Abrigam gatos abandonados
Respiram ar puro
Quando os seus carinhos são dados
Sono completo
Se apodera de todes es moradores
Nos meus dedos, calos
De tanto repetir a sua melodia e as suas cores
Silêncio quebrado
Uma única coisa se escuta
Violão desgastado
Que a minha alma cura
Canto nesse canto
Onde não tem ninguém em volta
Extravaso os meus prantos
Juntos de todas as minhas revoltas
Ressurge a alvorada
A tua voz pelo mundo me guia
Com a madrugada acabada
Para qualquer lugar que seja dia
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